os
cúmplices
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Inês Amaral
Jaime
Silva
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as
memórias
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31.3.03
Café Bagdad
São quase sete horas. O sol ainda espreita. Por entre a poeira, em Bagdad já caiu a noite. Enquanto escrevo, as inesgotáveis bombas da coligação (há quem lhes chame “tropas aliadas”) continuam a cair sobre a capital iraquiana. Com rigor e precisão, vão eliminando os alvos certos (falo dos civis, obviamente) . E não, não sou a favor das atrocidades do regime de Saddam Hussein.
O desrespeito pelo Direito Internacional (o que é isso afinal?!?) é uma constante. Saddam não respeitou as resoluções da ONU. Não. Com efeito. Mas alguém respeita?! É óbvio que era preciso, mais do que desarmar, “destronar” Saddam. Tirá-lo do poder a todo custo. Mas sem custos humanos e, acima de tudo, sem desencadear uma rebelião civil na região. As Nações Unidas servem para quê, afinal?!
E o diabo existe. É uma invenção que existe. Ponto final. Parágrafos a mais no pensamento.
Por cá, na Assembleia, brinca-se aos políticos. Eu vou brincar aos “blogs”. Começo hoje. Aqui e agora. Sem linha de raciocínio, estas são as primeiras letras à deriva. Prometo pegar no leme e bombardear este espaço com reflexões, à deriva, tal qual numa conversa de café.
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